
Radiestesia GenéticaHá perguntas que pedem um olhar mais amplo.
Algumas experiências são fáceis de nomear. Outras aparecem como sensações, incômodos, repetições ou percepções difíceis de explicar, acompanhadas daquela impressão de que existe algo pedindo mais atenção.
Antes de falar sobre a Radiestesia Genética, vale voltar um pouco no tempo.
A palavra Radiestesia reúne duas raízes: radius, do latim, associado a raio ou radiação, e aisthesis, do grego, relacionado à sensibilidade ou percepção. Em sua concepção tradicional, a Radiestesia parte da ideia de que determinadas informações poderiam ser percebidas por meio da sensibilidade radiestésica, com o auxílio de instrumentos como o pêndulo, compreendido dentro da prática como um amplificador dessa percepção e não como algo que “sabe” ou detecta por conta própria.
A prática é bem mais antiga do que o nome. Muito antes de existir a palavra, já havia registros de rabdomancia: o uso de varas para localizar água e minérios subterrâneos, atividade tradicionalmente associada aos chamados sourciers. Em 1556, Georgius Agricola descreveu em De Re Metallica o uso de varas na prospecção de minérios.
Foi só no fim dos anos 1920, na França, que a prática ganhou um nome e uma organização mais amplos: em 1929, o abade Alexis Bouly fundou em Lille a Association des Amis de la Radiesthésie, consolidando o termo radiesthésie e contribuindo para uma compreensão mais ampla da prática, que ao longo do século XX passou a assumir diferentes formas, aplicações e escolas.
A radiestesia permanece presente no universo das práticas holísticas e, ao longo do último século, diferentes escolas e sistemas desenvolveram formas próprias de utilizá-la como instrumento de pesquisa, percepção e cuidado energético.
A Radiestesia Genética (RadGen) é um Sistema de Cuidados Integrativos e Complementares desenvolvido por Patricia Bortone.
É uma abordagem própria, construída a partir do campo mais amplo da radiestesia, com metodologia e referenciais específicos.
Dentro dos seus referenciais, a RadGen reúne investigação e tratamento. A pesquisa radiestésica participa dessa investigação e orienta o uso dos recursos próprios da abordagem no cuidado energético.
Esse olhar pode considerar a pessoa, suas relações, seu contexto e, quando pertinente, o ambiente, de acordo com os referenciais específicos da RadGen.
O nome pode gerar uma dúvida legítima, e vale esclarecer.
A Radiestesia Genética não é um exame genético e não substitui a genética clínica, a nutrigenética ou qualquer avaliação biológica do DNA.
Dentro dos referenciais da RadGen, o termo “Genética” alcança também aquilo que o sistema denomina DNA energético, conceito próprio da abordagem utilizado em sua leitura de padrões e aspectos familiares e geracionais.
São linguagens diferentes, que não devem ser confundidas. O DNA biológico pertence ao campo da genética. O “DNA energético” pertence ao referencial da Radiestesia Genética. Uma expressão não deve ser entendida como equivalente à outra.
No meu trabalho, essa amplitude se organiza em dois grandes focos.
Pessoas · Ambientes
Pessoas
Quando existe uma questão, uma repetição, uma relação, uma experiência ou uma percepção que você deseja explorar por outra perspectiva.
Dentro dos referenciais da abordagem, a investigação pode considerar também aspectos familiares e geracionais quando pertinentes à questão apresentada.
Ambientes
Residências, espaços de trabalho e outros lugares também podem ser trabalhados dentro dos referenciais da RadGen. A investigação considera o ambiente sob a perspectiva energética própria da abordagem e pode orientar recursos de cuidado previstos pelo sistema quando pertinentes.
Esse olhar é complementar. Questões relacionadas à estrutura, instalações, umidade, mofo, qualidade do ar, segurança ou outras condições materiais de um imóvel continuam exigindo avaliação técnica adequada.
Entre o visível e o sutil não significa escolher um e ignorar o outro.
Embora estejam relacionadas, radiestesia e Radiônica não são a mesma coisa.
Dentro da RadGen, a pesquisa radiestésica participa da investigação e do cuidado. A Radiônica integra recursos utilizados pela abordagem de acordo com sua metodologia.
No meu trabalho, utilizo os recursos para os quais fui formada dentro da RadGen, de acordo com cada processo. Os instrumentos e procedimentos específicos pertencem à minha prática profissional e não são expostos aqui como conteúdo técnico.
Clareza sobre o processo e responsabilidade na condução caminham juntas.
No meu trabalho, a Radiestesia Genética não começa pela ferramenta.Começa pelo que está pedindo atenção.
Primeiro, procuro compreender a questão apresentada e o contexto em que ela existe, seja uma pessoa ou um ambiente. A contextualização acontece na medida necessária para o trabalho. A partir daí, realizo a pesquisa dentro da abordagem e avalio as possibilidades de cuidado pertinentes àquele processo.
Você também pode chegar já sabendo que deseja realizar um trabalho com Radiestesia Genética. Sua preferência é escutada e a pertinência da abordagem é avaliada a partir da questão apresentada.
A investigação não define quem você é, não decide por você e não transforma uma percepção em verdade fechada. Ela acrescenta uma possibilidade de observação: uma outra lente, uma pergunta que ainda não havia sido considerada.
Você pode reconhecer uma informação, questioná-la, precisar de tempo para observá-la ou simplesmente não se reconhecer nela.
Nenhuma investigação precisa explicar você por inteiro.
O atendimento pode acontecer presencialmente ou on-line.
Cada investigação tem seu próprio caminho. Este é um registro de um trabalho com radiestesia: cristais e pedras dispostos sobre uma carta anatômica.

7.1 · Coração Fechado
cada coração abre no seu tempo.A Radiestesia Genética é apresentada, dentro do próprio sistema RadGen, como uma abordagem de investigação e tratamento. Esses termos fazem parte dos referenciais próprios da abordagem e não devem ser confundidos com diagnóstico ou tratamento médico, psicológico ou de outras profissões da saúde.
A prática não substitui exames, avaliações ou tratamentos conduzidos por profissionais habilitados, e não deve ser usada como justificativa para interromper medicamentos ou outros acompanhamentos de saúde.
Da mesma forma, uma informação produzida durante a pesquisa radiestésica não constitui, por si só, comprovação da causa de uma doença, sintoma, comportamento ou acontecimento da vida.
Quando outra forma de cuidado for necessária ou prioritária, ela deve ocupar o seu lugar.
No meu trabalho, a RadGen pode participar tanto da investigação quanto do cuidado dentro do campo próprio da abordagem, respeitando seu caráter complementar, seus limites e o contexto daquilo que está sendo cuidado.
Geobiologia e Geopatogenia
Outras formas de observar os lugares que habitamos
Os lugares que habitamos também despertam perguntas.
Meu estudo da Geobiologia aplicada ao habitat e da Geopatogenia nasce do desejo de aprofundar a forma como observo os ambientes e ampliar o repertório que acompanha meu trabalho com eles dentro da Radiestesia Genética.
No Caderno de Campo, compartilho algumas dessas investigações: redes telúricas, diferentes formas de perceber um espaço, a relação entre pessoas e lugares e as perguntas que surgem quando nos permitimos olhar além do que percebemos à primeira vista.

Uma investigação pode ampliar o seu olhar.A sua percepção continua sendo sua.
Você não precisa saber exatamente por onde começar.
Podemos começar pelo que você gostaria de olhar com mais atenção.

